Não existem espíritos humanos superiores ou inferiores. Cada alma se origina do Criador, sabendo o que veio experimentar aqui muito antes de animar um corpo humano. É apenas pela ocasião do nascimento em um corpo humano que o esquecimento ocorre. A medida que vivemos nossas vidas, lembramo-nos do conhecimento interior de nossa alma, e o integramos em nossos corpos físicos. Nenhum ser humano pode presumir conhecer o papel de uma outra pessoa nesta vida, ou todas as lições que uma outra pessoa veio aprender, ao assumir um corpo humano. Mas podemos nos lembrar, por nós mesmo, aquilo que queremos saber sobre o caminho de nossa alma através da existência humana. Conseguiremos lembrar se tivermos o desejo e a persistência necessária para desenvolver os talentos indispensáveis ao caminho que queremos trilhar. (pg. 24)
...pelo processo de individualização, os seres humanos descobrem seu lugar na totalidade infinita que o Grande Mistério corporifica em nosso universo quando se curam da sua separatividade. (pg.25)
O tesouro conquistado pela jornada do guerreiro é não sentir mais o medo da morte. da separação ou da solidão, porque sabemos que nada no universo é externo a nós. (pg.25)
Para se atingir qualquer meta de vida, é preciso ter energia, mas poucas pessoas compreendem que desperdiçam energia cada vez que se preocupam, que geram pensamentos negativos, ou tagarelam inutilmente. As pessoas não percebem, ainda, que podem mover essa energia ou apanhá-la, quando necessitam, da Mãe Terra, do Criador e do Universo. Nós aprendemos a seguir os caminhos da transformação quando aprendemos a usar a energia para o bem e para o mal, através das escolhas pessoais. (pg. 27)
Até que a vida nos desperte, não costumamos ter consciência dos padrões que tecemos nos mundos invisíveis, nem dos estados de consciência que entramos ao sonhar. (pg. 29)
...capacidade de ver todas as experiências da vida como iniciações, que nos transformam em seres humanos completos. (pg. 29)
Cada ponto de vista é válido e necessário, nenhum é maior ou menor que os outros. Quando crescemos, aprendemos a incorporar novos pontos de vista, sem abandonar nada do que aprendemos antes. (pg. 30)
Nenhuma resposta existe fora de nós. Contemos as respostas em nós porque estamos ligados a tudo através do enlace de nossos caminhos individuais com os fios universais de energia da Teia dos Sonhos. Quando não mais carregamos a consciência de sermos vítimas, ou seres sozinhos no universo, aprenderemos a participar se medo da Teia dos Sonhos. (pg. 31)
...observamos que todos nós experimentamos dores afetivas, desejos, sofrimentos, euforia e aflições, que fortalecem nossa resistência e nos fazem buscar um melhor entendimento do que aconteceu. As lições daí resultantes constituem nossos próprios ritos de passagem, que marcam o processo humano de amadurecimento. Estas passagens pela incerteza ou pelo caos nos oferecem oportunidades inigualáveis para armazenar coragem e força. Estas lições são verdadeiras bençãos, porque nos obrigam a fazer um esforço que vai além de nossas limitações auto-impostas.
Quando o sétimo véu se levantou, tive uma visão que se assemelha a uma tira de um velho filme de celulose. Cada quadro continha um rosto humano diferente. Alguns eram vaidosos e arrogantes, outros eram bonitos e atraentes, enquanto outros ainda estavam cheios de pobreza e desespero. Vi alguns rostos desfigurados pela doença e outros com cicatrizes de ferimento. Certos rostos estavam imundos, outros tinham expressão de angústia, devido às brutais condições de vida. Vi pessoas de todos os períodos da história terrena, originárias de centenas de ambientes e culturas diferentes. Todas as raças estavam representadas, e observei fascinada os aspetos pessoais da individualidade de cada pessoa que passava diante de mim.
De repente me percebi com medo, observando rostos que não pertenciam ao nosso planeta. A voz da Mãe Terra sussurrou para mim, dizendo que a beleza está nos olhos do observador, e que nestas culturas extraterrestres também existe a beleza. Eu relaxei, e a Mãe Terra me perguntou se eu podia amar todas essas pessoas que haviam passado pelo meu campo de visão. Eu hesitei e mergulhei em meu coração, antes de responder: "Sim, Mãe Terra, eu posso." Senti um grande sorriso e um doce fluxo de energia, enquanto ela respondia: "Ainda bem, porque todos estes eram você. Estas são identidades que sua Essência Espiritual já usou, quando na forma física." Então eu finalmente compreendi o ponto de vista infinito.
O primeiro Caminho da Iniciação - A direção Leste da Roda da Cura
Rito de passagem para a vida adulta.
Os jovens aprendiam a deixar de lado as emoções negativas ou infantis e a desenvolver capacidade para agir responsavelmente. O final da infância e o início da idade adulta marcavam um novo caminho, que começa na Direção Leste da Roda da Cura. Assinalava o início do processo de nutrição e polimento dos talentos dos jovens, transformando suas habilidades em algo que beneficiasse tanto a pessoa como toda a tribo. pg 65
Apesar de ser difícil encontrar hoje este tipo de harmonia tribal, podemos usar a mesma filosofia em nossas vidas modernas, encorajando os jovens a descobrirem seus talentos pessoais e nos tornando mentores e modelos para a próxima geração. ao ensinar como se serve, e ao servir a outros e a nós mesmos, começamos a enxergar a família global da Terra como a nossa tribo, a tribo humana.
Cada um de nós passará por todos os aros da roda da vida física na Terra. Todos começamos do Leste, que é o ponto do nascer do Sol, o amanhecer metafórico de nossas vidas.
O Coiote, o embusteiro divino. pg 67
Infelizmente, algumas pessoas desenvolvem um complexo de Messias, insistindo que os outros adotem seus pontos de vista ou suas práticas. Quando nos recusamos a examinar melhor nosso comportamento excessivamente fervoroso, a armadilha se fecha e a prova começa.
Ninguém é mais rápido em desencavar antigos conflitos e dores semi-esquecidas do que os membros da nossa própria família. Nossa reação a estas situações pode variar desde a humildade até a rebeldia escancarada. A iniciação contida nesta situação está em como escolhemos reagir.
Se escolhermos nos aferrar à necessidade bem humana de nos sentirmos importantes, as lições que se escondem por trás dessas portas talvez não sejam agradáveis.
Depreciar o outro é algo que literalmente diminui a quantidade de energia em nossos corpos, deixando-nos com menos energia para usar na criação da alegria em nossas vidas. pg 68
Aprendi que uma das maiores dádivas que recebemos, como seres humanos, é nosso senso de humor.
Gargalhadas grandes e profundas rompem o estrangulamento criado por nosso falso senso de auto-importância.
Se levarmos os caminhos de iniciação a sério demais, recusando-nos a rir da tolice humana, certamente estaremos nos condenando a aprender apenas com eventos trágicos ou dolorosos, esquecendo que o maior teste de qualquer iniciação é a capacidade de aprender também através da alegria.
outra tarefa bem difícil é lembrar que todas as lições da vida são sempre a respeito do equilíbrio. pg 69
Algumas coisas têm o poder de mudar o curso de nossas vidas para sempre... essas ocorrências podem assumir a forma de qualquer evento que nos mostre a necessidade de prestar atenção. pg 70
Eventualmente, vamos aprender no primeiro caminho de iniciação que servir à humanidade dá uma nova liberdade e uma sensação de bem-estar... vamos aprender que também é importante servir para alguma coisa. Todos têm dádivas a compartilhar, talentos necessários. A forma como usamos essas qualidades nos mostra nossas Curas pessoais, ou forças internas. Estas lições nos ensinam a usar bem o que temos a oferecer, usando nossas Curas pessoais para curar a nós mesmos e despertar para nosso potencial espiritual.
...abraçando a ideia de "nós" em vez de "eu".
...ou podemos aceitar o desafio de evoluir, superando a tendência mental de permanecermos presos à dor passada ou ao medo do futuro. pg 71
Não podemos ajudar os outros nem sermos instrumentos de compaixão se ficamos furiosos à menor provocação. Não podemos ser eficazes se estamos ajudando em troca de reconhecimento.
As lições do primeiro caminho principiam quando surge o desejo de servir, e seguimos esse desejo nos comprometendo com o serviço. O princípio "Preservação da Unidade" é uma verdade universal, encontrada na natureza e no universo. O equilíbrio em tudo produz unidade.
Quando estamos dispostos a comprometer 51 por cento para servir a nós mesmos e 49 por cento para servir aos outros, atingimos um equilíbrio que nos permite sermos eficazes na vida. pg 72
O compromisso de tornar o mundo um lugar melhor para todos é a chave em qualquer caminho de serviço.
Cada vez que escolhemos a generosidade, a compaixão, e o serviço prestado, colocamos em movimento uma cadeia de eventos que nos lança dentro de uma série de lições e saltos de crescimento que compõem o primeiro caminho de iniciação. O primeiro passo neste caminho é o desejo de servir. O segundo passo é a decisão de servir. O terceiro passo é a devoção pessoal e o compromisso em tornar o mundo um lugar melhor para todos.
O julgamento, em si, produz uma grande perda de energia pessoal.
Uma das primeiras lições ao decidir servir a humanidade é olhar o excesso de bagagem que carregamos sob a forma de julgamentos, ideias limitadoras e pensamentos negativos. Não podemos ser eficientes se só quisermos servir quando isso nos agrada, ou quando as pessoas a quem servimos se encaixarem em nossos critérios de julgamento. pg 74
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